Volume esperado está entre 200 e 400 mm em algumas cidades do Estado; essa é a segunda Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) a atingir o Brasil em 2026.
Os moradores de quase todo o território de Minas Gerais devem se preparar para dias chuvosos na próxima semana. Segundo meteorologistas, a formação da 2ª Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) de 2026 deverá provocar, entre as próximas segunda (19/1) e a sexta-feira (23), volumes severos de chuva, que poderão chegar a 400 mm em apenas cinco dias. A quantia prevista para o curto intervalo ultrapassa o esperado para todo o mês em alguns municípios.
O fenômeno, típico do verão, é caracterizado por um canal de umidade que atravessa o Brasil, gerando nebulosidade persistente e chuvas frequentes por vários dias consecutivos. De acordo com as projeções do instituto Climatempo, os maiores volumes devem se concentrar na Zona da Mata, no Vale do Rio Doce e no Leste de Minas, além do Espírito Santo e do Norte Fluminense. Nessas áreas, a estimativa varia entre 200 mm e 400 mm até sexta-feira.
Outras regiões também deverão ser impactadas. Entre o Sul de Goiás e o Triângulo Mineiro, os acumulados previstos ficam entre 100 mm e 200 mm no período de cinco dias.

Mapa mostra regiões que serão mais afetadas pelo fenômeno climatológico l Fonte: ClimaTempo
Em entrevista a O TEMPO, a meteorologista Anete Ferreira, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que a instabilidade ganha força já no fim de semana. “A tendência é de intensificação das instabilidades no decorrer do fim de semana, devido ao reforço desse canal de umidade que está atuando entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste desde o início da semana. Ele vai se intensificar devido a um segundo canal que se acopla a ele”, detalha.
A especialista ressalta que o cenário de tempo fechado deve ser duradouro. “A partir de segunda-feira, a gente espera um tempo mais fechado, já começando as ZCAS na segunda-feira e persistindo pelo menos até a sexta. E aí, numa condição de ZCAS, você tem um volume acentuado. Mas esse volume, de 400 mm, é esperado ao longo de toda a semana”, afirma Anete.
Questionada sobre a comparação com eventos históricos, como o de janeiro de 2022, chamado pelas autoridades de “chuva de mil anos”, a meteorologista esclarece que cada sistema possui particularidades. “Naquela ocasião, tinha um ciclone subtropical no litoral que potencializou as chuvas. Toda a situação de ZCAS ela traz muita chuva, chuvas persistentes por dias consecutivos e aquele evento foi atípico. Eu me lembro que tivemos quase 300 mm em um único dia. Era uma situação completamente diferente”, pondera.
Confira as orientações para momentos de chuva forte
- Fique atento às previsões do tempo e alertas meteorológicos emitidos por fontes oficiais.
- Evite deixar objetos soltos em áreas externas, como vasos, telhas soltas ou antenas, que podem ser arremessados pelo vento.
- Em áreas de risco, como encostas e regiões sujeitas a alagamentos, mantenha-se informado sobre os planos de emergência locais.
- Evite sair de casa enquanto a chuva e os ventos fortes persistirem.
- Não se abrigue debaixo de árvores, postes ou estruturas metálicas.
- Em caso de raios, evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
- Se estiver dirigindo, reduza a velocidade, mantenha distância de outros veículos e nunca atravesse ruas alagadas.
- Em áreas urbanas, fique longe de bueiros, córregos e rios, que podem transbordar rapidamente.
- Ao perceber rachaduras no solo, inclinação de árvores ou postes, ou aumento rápido do nível da água, procure um local seguro imediatamente.
- Siga sempre as orientações da Defesa Civil e, em caso de emergência, ligue 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
Fonte: Instituto ClimaTempo

