Após o extravasamento de uma estrutura de mineração da Vale, entre Ouro Preto e Congonhas, o prefeito Anderson Cabido alertou para os riscos ambientais provocados pelo incidente e cobrou ações mais rigorosas de monitoramento e fiscalização.
Segundo ele, cerca de 220 mil metros cúbicos de água vazaram da estrutura, atingiram cursos d’água do município e provocaram um aumento significativo da turbidez do rio que atravessa a cidade.
O prefeito explicou que o episódio não envolveu o rompimento de uma barragem de rejeitos.
“Não é uma barragem de rejeito, mas é um dique de contenção que, ao ser extravasado, não carreou o material que estava dentro da barragem, mas todo o material que havia adiante da estrutura”, afirmou.
O prefeito de Congonhas contou que o grande volume de água liberado da estrutura carregou lama, resíduos de minério e materiais soltos presentes nas áreas de mineração.
Esse material chegou a um córrego que abastece o Rio Goiabeiras, que deságua no Rio Maranhão, principal curso d’água que corta o município.
“A gente já viu um aumento do volume da água do rio e um aumento significativo da turbidez, o que mostra que esse material, de fato, chegou lá”, disse o prefeito.

